Como descobrir o ritmo certo para correr?

Qual a velocidade que você gostaria de se ver realizando em provas diversas? Seria assim, seis minutos por quilômetro? Cinco minutos por quilômetro? Ou menos que isso? Será que você ainda é um daqueles corredores que só consegue andar e correr ou ainda corre muito lento? E em qualquer que seja a sua prova?

A verdade está em cima de um pequeno fato, situado no início de todo o treinamento para corrida. Chama-se “pessoal”. Isso mesmo. São fatores pessoais que determinam o ritmo de sua corrida, seja agora, amanhã ou ontem.

Como isso está estruturado? Bem, é necessário que falemos um pouco sobre a resistência física geral, a determinação, a genética, a qualidade de vida e a intensidade de treinamento a que você “pode” suportar fazer, todos os dias.

Não é fácil para uma pessoa que vive em grandes cidades, começar a correr da noite para o dia e ainda por cima, ser cobrada para que corra mais rápido. Então, vou contar alguns segredos, de milhares e milhares de pessoas, que tentam correr todos os dias, e não conseguem obter melhores resultados. Algumas até agonizam, em ritmos muito lentos, e outras seguem seu caminho, sofrendo com lesões. E outras, aí sim, que atingem seus objetivos, aumentando a velocidade e a resistência. Algumas pessoas se diferenciam pelo “dote” mais evidente para correr, que torna a prática, melhor. Outras possuem em sua cabeça, maior determinação, que as faz diferentes das demais. Outras, já iniciam a prática da corrida, com um corpo mais magro, o que ajuda, evidentemente, desde o início de qualquer atividade esportiva. Mas, como será que tudo isso pode seguir um rumo melhor e mais humano?

Corrida mais lenta no início: Para todos os corredores, sem distinção.

Corrida mais rápida: Para aqueles que já cumpriram mais de seis meses de treinamentos e se encontram treinados, notam melhoras na função cardiorrespiratória e, além disto, apresentam facilidade na hora de correr, com batimentos cardíacos bem abaixo do que experimentava outrora.

Corrida em provas diferentes: A corrida em distâncias diferentes pode ser uma tarefa bastante difícil, dada a complexidade de estratégia de ritmo de prova, principalmente se você é uma pessoa bastante exigente e criteriosa. Por exemplo, se um corredor está acostumado correr uma prova veloz, de 5 km, e tenta correr uma de 15 km, sem atentar-se para a velocidade e distância possíveis para as duas provas, poderá amargar a famosa “quebra”. Certamente você já ouviu falar neste termo; “quebra”, ainda uma barreira, experimentada por muitos atletas do mundo, como sendo “a barreira dos 30 km”. Este exemplo, utilizado equivocadamente, dá a impressão aos corredores de maratonas, que é fato. Todos os corredores terão estas sensações.

Não é obrigação ter a quebra, como parte integrante do treino e da competição, e nem tão pouco, caso de sorte. É sim, um descuido estratégico para os corredores que delas participam. E no nosso caso, as diferenças entre distâncias e características de altimetria, temperatura, condições, agravados pelas condições emocionais, podem nos permitir estes deslizes.

Vamos ao que importa:

Se você tem até seis meses de treino, tente realizar as provas mais curtas. Mas, se você é daqueles corredores corajosos e não temem as distâncias, leve em consideração o ritmo constante de sua corrida, do início ao fim, sem diferenciar a velocidade pela distância ou pela facilidade que a prova permite.

Se você tem mais do que seis meses de treino, Certamente terá maior facilidade em manter-se dentro de um ritmo e talvez consiga aumentar a velocidade da prova, depois da sua primeira metade. Esta será uma tática interessante que preservará a sua integridade e o afastará da “quebra”.

A velocidade da prova, no início, é uma armadilha para todos os níveis de corredores: Provavelmente você já deve ter experimentado aquela emoção de largar, sentindo-se muito bem, sem nenhum tipo de cansaço e após a metade da prova, sentir que não tem mais pernas. Se aconteceu, você foi vítima de um destes deslizes que acometem muitos corredores, todos os dias e no mundo inteiro, e que pode acontecer em treinos também. Neste caso, tem duas situações prováveis: ou você ainda não atingiu o estágio necessário para correr muito bem, sem temer a velocidade e as oscilações dessa velocidade, ou você correu muito acima da velocidade de que é possível para o seu corpo se manter bem, após esta falha estratégica.

É verdade que um ritmo ótimo é a que os corredores experientes demonstram em provas de 15, 21 ou até mesmo as maiores, como o caso da maratona. O atleta que ganha uma prova de 15 km, nos dias de hoje, chega a atingir a incrível velocidade de 30 km/h e depois, ainda sustentar os 20 km/h, sem muito cansaço. Por outro lado, os quenianos e etíopes, geralmente desenvolvem estratégias de grupo, onde fica determinada uma hierarquia de esforço, dentro de uma ordem, e a velocidade vai se mantendo alta, até o final, quando um dos componentes do grupo ganha a prova. Para seus próximos treinos e provas, defina a velocidade e pratique a estratégia que dará ótimos resultados para sua felicidade.

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